Historicamente
o PSB sempre caminhou ao lado do PT, exceto quando da candidatura de Antony
Garotinho. Mas no ano em curso, os socialistas acreditaram na possibilidade que
seria possível surgir uma terceira via, visando romper com a polarização entre
o PT e o PSDB. Até aí, nada de anormal já que todo partido político busca o
poder. Acontece que a morte repentina do candidato socialista, proporcionou uma
nova leitura no cenário eleitoral, onde a comoção nacional produziu
temporariamente um índice de intenção de voto na candidata que sucedeu o
falecido.
Em Pernambuco, naturalmente a comoção
obteve maior durabilidade, ao ponto que, a candidata do PSB foi a mais votada
no primeiro turno e por tabela, o candidato ao Palácio do Campo das Princesas
saiu beneficiado com o cenário enlutado. Mas a eleição presidencial indo para o
segundo turno, fez com que o Partido Socialista Brasileiro optasse pela
candidatura do PSDB. Sem seu líder mor, alguns atores partidários resolveram
assumir o papel de sucessor direto do ex-governador Eduardo Campos. Acontece
que esqueceram, ou não sabem que essas coisas não são fabricadas no laboratório
de Aldous Huxley. Desconsiderando a vontade popular, embora se aposse da
terminologia, sofreram uma derrota acachapante no Estado e em especial na
capital, vez que, o chefe do poder executivo municipal, de maneira explícita
assumiu o papel de cabo eleitoral do ex-governador mineiro.
Com o resultado adverso ao esperado das
urnas, é necessário repensar as decisões tomadas. Basta lembrar que os
socialistas estão órfãos de liderança, principalmente de alguém que possua
densidade no âmbito nacional. Algo desafiador já que nem mesmo em Pernambuco
conseguem apresentar alguma figura emblemática que consiga pelo menos unir o
partido e ao mesmo tempo se fazer ouvir no âmbito nacional.
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