O ex-presidente do Brasil Jânio Quadros teve uma carreira
meteórica, disputando várias eleições, ocupando vários cargos, em sua maioria
sem concluí-los. Ao chegar à Presidência da República, era filiado a UDN, mas
nunca foi um homem de partido. Tanto é que a sigla a qual era filiado, não se
sentia representada por ele.
O falecimento do
ex-presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), e então candidato
ao Planalto Central, tornou necessário à mudança da chapa majoritária, levando
sua vice a encabeça-la. Acontece que, embora ela seja filiada ao PSB, todos
sabem que seu projeto político é a criação de um novo partido chamado de Rede.
Assim, caso à candidata socialista, seja vitoriosa nas urnas, o seu atual
partido poderá viver a mesma situação vivida pela a UDN durante o governo de
Jânio Quadros. Resta saber, se os chamados socialistas puro-sangue, estão
dispostos a viver o mesmo dilema de está no poder e não se sentir poder. Por
outro lado, os asseclas da candidata, que acreditaram em um projeto nacional,
se contentaram em fazer parte do governo como coadjuvantes e vendo o projeto
antes idealizado por eles onde Marina representava toda possibilidade de
sucesso, agora sendo embargado por casos “fortuitos”?
Como se vê, caso
Marina seja a próxima presidente do Brasil, o primeiro problema que terá de ser
resolvido é como adiar uma agenda recheada de compromissos firmados com seus
pares. Ou será que ela acredita que tudo isso será possível adiar por mais
alguns anos, em nome da “nova” política?
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